sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Nuvem de Iogurte e Gelatina

Estou viciada em ti, 
Deste vício não me quero libertar!
Tenho a cabeça nas nuvens,
Não consigo parar de sonhar!
Quero-te mais a cada dia,
Sem ti não posso passar.
És viciante e gosto tanto de te saborear!


Já se tornou um hábito, é de facto algo que faço de forma repetitiva! Assim sendo é um vício, estou mesmo viciada e não sou só eu... aqui em casa o vício já contagiou todos e culpa é toda minha!
Não se preocupem porque há pouco de negativo associado a este nosso vício, bem pelo contrário!


Logo que chegaram ao mercado as gelatinas de iogurte apressei-me a experimentar. Foi uma deceção, não gostei! Ora eu sou fan de iogurte e gosto imenso de gelatina, logo a combinação pareceu-me perfeita. Então comecei a pesquisar e a fazer experiências, até que acertei com o sabor e a textura que me agradam.


Circulam pela net inúmeras receitas de gelatina de iogurte. Curiosamente muitas delas não têm iogurte, mas sim leite, que solidifica por ação da gelatina, ora isso meus caros leitores, não chega nem perto de se poder chamar "gelatina de iogurte"!  É um produto lácteo, mas sem os benefícios do iogurte. Não testei, acredito que seja agradável, apenas julgo que deveria ter outro nome. 
Voltemos então ao que me trouxe aqui, uma gelatina com muito iogurte, levíssima, saborosa... uma delícia para comer sem grandes culpas.
Gosto de fazer o iogurte, junto leite em pó porque fica mais espesso e saboroso, mas é opcional.
Porém podem comprar o iogurte já preparado, algumas marcas têm embalagens de 500 g ou até de 1 kilo e de excelente qualidade. Quanto melhor o iogurte, melhor o resultado e se for um grego... melhor ainda! O mesmo se aplica à gelatina.
Optando por leite magro e gelatina light obtém-se uma versão menos calórica.
Pelo contrário se quiserem uma versão mais "gulosa" substituam 200 ml de iogurte pela mesma quantidade de natas batidas... pois é, faz mal mas fica tão bom!  Um bocadinho de leite condensado então... nem se fala!


Nuvem de Iogurte e Gelatina

Ingredientes:

Iogurte

1 l de leite meio gordo;
4 c. de sopa de leite em pó (opcional);
1 c. sopa açúcar amarelo;
1 iogurte natural.

Gelatina

1 pacote de gelatina (sabor à escolha);
500 ml de água.


 Execução na Bimby:

Prepare o iogurte colocando no copo da Bimby, 300 ml de leite, o açúcar e o leite em pó.
Selecione 5 min./temp. 80ºC/vel 3.
Junte o restante leite e o iogurte, selecionar 5 min/45º/vel 3.
Coloque na iogurteira durante 12 horas.
Leve ao frigorífico no mínimo 6 horas (gosto de deixar durante 12 horas).
Prepare a gelatina com metade da água recomendada na embalagem (em vez de 1 litro de água usa-se apenas 500 ml). 
Deixe arrefecer a gelatina, mas sem chegar a solidificar.
Coloque a borboleta no copo da Bimby, deite a gelatina e seleciona 5 min./vel 4.
Junte o iogurte e selecione 10 seg./vel 3.
Verta de imediato em frascos e leve ao frigorífico no minímo 6 horas.

Execução tradicional

Leve a lume brando 300 ml de leite, junte o açúcar e o leite em pó.
Mexa bem para dissolver o leite em pó e retire.
Acrescente o restante leite e verifique a temperatura, deve estar apenas morno quando juntar o iogurte. A temperatura ideial são 45ºC.
Coloque numa taça na iogurteira durante 12 horas.
Leve ao frigorífico no minímo 6 horas, quando mais tempo melhor, gosto de deixar 12 horas.
Prepare a gelatina usando apenas metade da água indicada na embalagem (deve ser a que usaria para fazer 1 litro de gelatina).
Deixe arrefecer mas sem solidificar.
Coloque na liquidificadora ou bata a gelatina como se fossem claras. Deve ficar muito espumosa e aumentar de volume.
Misture suavemente o iogurte, evitando retirar o ar que se incorporou na gelatina.
Distribua por frascos e leve ao frigorífico durante 6 horas.



Nesta receita usei uma gelatina com sabor a mirtilo, já fiz com vários sabores e gostei de quase todos, exceto dos sabores a limão e laranja, porque misturados com o iogurte no meu entender não conjugam bem e fica demasiado ácido.Os gostos são muito pessoais, descubram os vossos favoritos.
Pode-se juntar fruta fresca, a combinar com o sabor escolhido, na hora de comer! 



Sintam-se nas nuvens a cada colherada e se ficarem viciados... a culpa pode muito bem ser minha!

domingo, 16 de outubro de 2016

Arepas


O amor pode ter muitas formas e muitos feitios. É feito de calma e de tempestade, de prós e de contras, de vantagens e desvantagens, de risos e de choros. Precisa de tempo, precisa de espaço, precisa de dedicação, de dar mas também de receber. O amor tem que resistir aos altos e baixos, às presenças e às ausências... se assim não for, então não é amor!



No post anterior falava-vos dos pirilampos como metáfora para as pequenas coisas que nos fazem felizes, pois bem no mês de junho chegou-me um pirilampo de surpresa às mãos!
Um lindo cesto com quatro variedades de queijo diferentes, oferta da Terra Nostra uma marca de laticínios produzidos nos Açores, que conheço bem e dos quais sou há muito apreciadora e consumidora. Foi uma surpresa total, enviaram sem pedir nada em troca, sem prazos, sem exigências e quando assim é fico com imensa vontade de retribuir da forma que posso. Porém o trabalho do final de ano letivo foi muito, depois chegaram as merecidas férias...  o inicio de um novo ano letivo...e foi sendo adiado, adiado, mas não esquecido! Quando um amor é verdadeiro ele não esquece, mesmo que fique à distância por algum tempo e hoje "Dia Mundial do Pão e da Alimentação" resolvi voltar a este amor e assim celebrar com todos vocês, estava cheia de saudades vossas.



Quem me acompanha sabe o quanto gosto de fazer pão e arepas são pão! Este apresenta-se numa maravilhosa sanduiche típica da Venezuela, do Panamá e da Colômbia. Pode ter os recheios que a nossa imaginação ditar, claro que há os tipicos de cada país. 
A farinha de milho branco usada na sua confeção já tem uma pré-cozedura, aqui em Portugal é fácil encontrar a da marca P.A.N, que foi a que usei.
Nas opções de recheio que apresento o queijo Terra Nostra é comum a todas.
Pão, pão...queijo, queijo!
Vaquinhas felizes, que pastam ao ar livre dão um leite mais saboroso e leite saboroso faz este queijo fantástico.


Arepas


Ingredientes:


1 chávenas de farinha de milho pré-cozida (PAN);
1 + 1/4 chávenas de àgua morna;
1 colher de chá de azeite;
pimenta preta de moinho q.b. (opcional);
Sal q.b.

Recheios:
Queijo Terra Nostra ralado;
Peito de frango assado desfiado;
Rodelas de tomate;
Fatias de abacate;
Cebola salteada;
Molho de tomate;

Molho de abacate
1/2 abacate
1 colher de chá de sumo de limão;
1 colher de sopa de tomate picado;
1 colher de chá de cebola picada;
sal q.b.


Execução:


Coloque a água tépida numa taça e junte o sal, usando a mão mexa ate o sal se dissolver.
Junte a farinha lentamente e mexa bem, com a mão, certificando-se que não ficam gromos. Adicione um pouco de pimenta preta.
A consistência vai mudando à medida que a farinha é hidratada. Não deve ficar nem muito mole, nem demasiado dura. Quando descolar facilmente  do fundo da taça esta no ponto certo.
Unte as mãos com um pouco de óleo e forme pequenas bolas de massa entre as palmas das mãos, depois achate-as de modo a ficarem com a forma de um pequeno disco. As extremidades não devem rachar muito, se isso acontecer a massa precisa de um pouco mais de água. Caso se cole demasiado às mãos então precisa de um pouco mais de farinha.
Tradicionalmente levam-se a fritar, de ambos os lados, numa frigideira antiaderente com um pouco de óleo. Se preferir uma versão mais saudável pode confeciona-las num grelhador com eu fiz. Assim que estiverem loirinhas de ambos os lados retiram-se. A temperatura inicial deve ser média e depois baixa-se para que fiquem cozinhadas por dentro, sem queimar por fora.
Abrem-se ao meio, sem cortar totalmente, e estão prontas a rechear.

Molho de abacate

Esmague a polpa do abacate e misture os restantes ingredientes.

Recheios

Coloque por camadas: o molho de abacate, a carne de frango desfiada, um pouco de cebolada, duas fatias de abacate, uma rodela de tomate e finalmente o queijo ralado.
Faça uma variação adicionando molho de tomate ao frango desfiado.
Prepare uma omelete e use como recheio, juntamente com fatias de abacate e queijo.



Se vai fazer arepas pela primeira a vez aconselho a assistir este video para ver bem a técnica de confeção da massa, que é de facto muito simples mas precisa de ficar com a consistência certa.


Na cozinha fica um delicioso cheiro a milho, parecido com o das pipocas!
Toda a gente devia provar pelo menos uma vez arepas, são pedacinhos de felicidade!



Feliz "World Bread Day" e já agora procure alimentar-se bem e de forma saudável, inclua muitos vegetais e frutas nas suas refeições!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Iogurte de Anis

A noite é escura, negra, tão negra, mas é em noites assim que as estelas brilham mais! Algumas destacam-se de imediato, outras precisamos de nos focar um pouco mais para as vislumbrar. Umas parecem estar tão perto e outras para lá do infinito. São tantas, tantas as estelas, todas de uma beleza sem fim e se algumas nos enchem o olhar, outras parecem pequenos pirilampos que mudam de lugar a cada pestanejar!



A minhas maiores estrelas, as que mais luz trazem à minha vida, são sem dúvida os meus filhos. A expectativa do fim de semana com eles em casa era sempre pretexto para entradinhas, pães recheados, bolos doces e salgados, sobremesas diferentes.  A alegria da família junta à volta da mesa, dos risos, das conversas desenroladas... era motivo para sonhar durante horas com novas iguarias. Na hora da despedida, quase sempre, iam empacotados assados, e pão, que já se faziam a dobrar, para sobrar, que no dia seguinte sabiam tão bem, sabiam a comida da mãe!
As minhas estrelas partiram para longe... com elas partiu muito de mim e ficou alguma amargura e bastante revolta! 
Os meus pensamentos transportam-me até ao coração da minha avó que também viu os filhos sair pelo mundo fora. Penso que apesar de tudo, em comparação, sou privilegiada, comunicamos sempre que queremos. Já ela passava tantos dias com esperança que na mala do carteiro viesse uma carta, que tardava demasiado em chegar. Penso nos netos que não embalou, não pode ver crescer, que mal chegou a conhecer, penso se será assim também um dia com os meus?!Esses tempos passados, aqueles aos quais não devíamos ter que regressar... voltaram. 
Lá foram eles, as minhas duas estrelinhas, cada um para um destino diferente, ambos longe, demasiado longe!


Entre partidas, despedidas, Páscoa não festejada, dias cinzentos e ventosos, uma e outra curta viagem, houve várias tentativas de regresso ao blogue falhadas. Subitamente parece que tudo corre mal, não acerto com nada. Sinto-me a navegar em águas estagnadas, não saio do lugar. A cada insucesso fico mais longe, instalou-se o desânimo. Talvez exija demasiado de mim, talvez necessite de pequenos passos, talvez me faça falta uma mudança de linha, um rumo diferente, talvez precise de tirar os olhos das estrelas e procurar pequenos pirilampos!
Já não posso fazer todas as semanas doces tentações que apenas se dividirão por dois! Não posso emprenhar o pão de enchidos e queijos gordos a pingar sabor, porque não resistiremos os dois a  devora-los.
Entrar na cozinha não tem sido um prazer, antes um dever que nem a chegada da Bimby amenizou! Dever de comer saudável e ter "juízo", porque a idade não perdoa e o corpo também não. Olho para a comida que vou fazendo e não me encanta, não a desejo fotografar, ainda que seja boa ao paladar não me parece nada fotogénica!
Eu sei que muitos são os blogues maravilhosos, recheados de lindas fotos e que apenas contêm receitas saudáveis. Passeio por eles, experimento as suas sugestões... esforço-me por me inspirar neles... esforço-me, empurro-me, exigo-me... e imponho-me recomeçar! 



 Iogurte de Anis

Ingredientes:


1 l de leite meio gordo (pasteurizado);

2 estrelas de anis;
50 g de leite em pó;
1 iogurte natural (bifidus).

Nota: não usei açúcar, mas sintam-se à vontade para adoçar a gosto.



Execução na Bimby:

Coloque 200 g de leite e o anis estrelado no copo, triture (30 seg./vel 10).

Junte o leite em pó e programe (3 min/ 90º C/ vel 3).
Acrescente o restante leite e o iogurte, selecione (5 min/ 50º C/vel 3).
Passe a mistura por um coador e distribua pelos copos.
Coloque na iogurteira durante 12 horas, ou abafe bem com uma manta polar e coloque no forno previamente aquecido a 50º C.
Passado esse tempo leve os copos ao frigorífico pelo menos mais 6 horas.


Execução tradicional:

Triture o anis estrelado num almofariz o melhor possível.

Leve ao lume o leite com o anis e o leite em pó, mexa com as varas até começar a levantar fervura.
Deixe arrefecer até estar apenas morno e junte o iogurte, misture bem.
Coe o preparado e coloque-o nos copos da iogurteira e deixe fermentar durante 12 horas.
Leve ao frigorífico pelo menos mais 6 horas.


Uma volta desejada, mas que se faz devagar e de forma muito simples... sem alcançar as estrelas, em busca apenas de pirilampos!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Tarte Folhada de Carne

- Tens a certeza que queres ficar com ela?
- Sim tenho, ela é um encanto!
- Eu também achava isso, mas depois mudei e opinião.
- Mudaste? Porquê?
- Ela vestia pele de princesa, mas quando a máscara lhe caiu só ficou uma noite escura!
- Cá para mim estás é despeitado, isso são mas é ciúmes!
- Nada disso amigo! Estás à vontade, podes ficar com as minhas sobras, já não quero mais.
- Não sei o que tu lhe fizeste, mas comigo ela brilha, é resplandecente... nesta história quem sobrou foste tu!




Imagino que acontece o mesmo a toda a gente! Nestes dias há sempre imensas sobras de comida!
Algumas quero que sobrem, faço de propósito para sobrarem!
O bacalhau da consoada tem que sobrar para fazer a "Roupa Velha"; gosto de ter assado para repetir noutra refeição e não ter que cozinhar logo de seguida. Depois de passar o dia 24 de dezembro enfiada, o dia inteiro, na cozinha, sabe-me bem parar. É tão bom desfrutar da família, das conversas longas à mesa, dos doces e sobremesas sem hora marcada, dos filmes seguidos na TV, da lareira que arde sem parar. Depois de tanta correria sabe-me tão bem parar!



Mesmo assim continuam a existir sobras! Claro que se congelam e usam noutros momentos, mas gosto de lhes dar uma "reviravolta", de forma a que deixem de parecer "sobras".
Uma boa forma de aproveitar as carnes que vão ficando é fazer uma tarte folhada. Pode ser com massa filo, como esta que aqui trago, ou com massa folhada normal, em qualquer dos casos a apresentação é muito atrativa, ninguém diria que  se está a "reciclar". Parece algo idealizado e feito de raiz para a ocasião! Tem ainda outra vantagem, pode-se fazer uma "limpeza" nos legumes que temos no frigorífico. Permite uma infinidade de variações, como por exemplo juntar cogumelos frescos, um pouco de sobras de arroz... como já disse,  depende do que houver no frigorifico a pedir "socorro, usa-me depressa".
Apenas aconselho a ter algum cuidado para que o recheio não tenha demasiado "molho" pois este irá "empapar" a massa que pelo contrário se quer seca e estaladiça.
Gosto de a acompanhar com uma boa salada.



Tarte Folhada de Carne

Ingredientes:


1 embalagem de massa filo (ou 2 de massa folhada);
500 g a 800 g de restos de carne cozinhada (peru, borrego, galo, carnes do cozido...);
1 cebola grande;
2 dentes de alho;
1 cenoura;
150 g de pimentos coloridos;
350 g couve lombarda (coração, ou outra);
50 g de chouriço de carne;
50 g de bacon;
pimenta preta de moinho q.b.
azeite q.b
manteiga derretida q.b.
sementes de sésamo q.b.



Preparação na Bimby:

Coloque metade da carne no copo e desfie 4 seg/colher inversa/vel 4.  Retire para um recipiente e repita a operação com a restante carne. Reserve.
Coloque no copo a cebola, os alhos e a cenoura. Pique 8 seg/vel 5.
Baixe com a espátula o que ficou na parede do copo.
Adicione 40 g de azeite e refogue 5 min/120ºC/vel1.
Junte o chouriço e o bacon e triture 5 seg/vel 6.
Cozinhe 5 min/100ºC/vel 1.
Acrescente a couve e os pimentos e pique 5 seg/vel 4.
Junte um pouco do molho da carne, caldo de carne ou vinho branco e coza 5 min/100ºC/colher invertida/vel 1.
Envolva bem o conteúdo do copo com a carne desfiada.
Deixe arrefecer um pouco.



Preparação Tradicional:

Desfie as carnes.
Leve ao lume a cebola, os dentes de alho e a cenoura picadas.  Refogue até os legumes estarem macios.
Junte o chouriço e o bacon, cortados em pedacinhos,  deixe cozinhar um pouco.
Acrescente os pimentos, a couve cortada em tiras e salteie.
Adicione as carnes e tempere com um pouco de pimenta preta de moinho.
Se lhe parecer que a carne está algo "seca" pode juntar um pouco de vinho branco, caldo de carne, ou ainda melhor, caso tenha, algum molho do assado. Envolva bem todos os ingredientes.
Deixe arrefecer um pouco.



Montagem

Cobra o fundo de um tabuleiro com papel vegetal, coloque um aro circular sobre o mesmo.
Vá dispondo as folhas de massa filo sobrepondo-as desencontradas, comece por tapar o fundo, depois as laterias e por fim disponha as últimas de maneira a que se possam dobrar e cobrir a tarte como mostra a foto. 
Encha a tarte com o recheio e feche-a com as folhas que dispôs para o efeito.
Pincele com a manteiga derretida e salpique com sementes de sésamo.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante cerca de 30 minutos ou até a massa ficar dourada e estaladiça.

Se optou por usar massa folhada forre uma forma com um disco e use o outro para cobrir, fazendo uma tampa. Não precisa do cortar os bordos, franza-os um pouco, como se fossem folhos de um vestido, além de bonito, vai saber muito bem trincar essa parte bem crocante.
Com o bico da faca faça um corte em cruz no cimo para libertar o vapor.
Pincele com manteiga derretida.






Assim chegamos ao fim do ano, 2015 foi para mim um ano muito bom!  Vou guardar dele gratas memórias, recheadas de muitos momentos felizes. 
Não tenho por hábito fazer uma lista de desejos para o "Ano Novo", como diz a sabedoria popular o "mais importante é ter saúde que o resto vem por acréscimo". 
Desejo para todos vocês o mesmo que desejo para mim, muita saúde, imensos momentos felizes, o coração sempre quentinho, abraços apertados, sorrisos rasgados. 
Procuremos a felicidade nas coisas pequeninas, ser feliz depende muito mais de nós do que de quem nos rodeia e tranformemos, com amor e carinho, o que é comum em algo especial, festivo e mágico.
FELIZ 2016!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Bolo Rei de Maça e Frutos Secos

Quero que sejam secretos! Ninguém pode saber deles... só eu, serão meus e de mais ninguém!
Vou fazer deles algo especial, disfrutar de cada momento sem pressa, usa-los em meu proveito. Aproveitar bem cada instante, sabendo que só eu sei que eles existem!



Então é Natal!
Ainda há dias foi S. Martinho e não tarda nada chegam os Reis, assim se passam os dias, velozes como o vento, numa constante e imparável correria! Correria que parece ser ainda maior com a chega do o Natal! Eu fico cansada só de tentar organizar mentalmente tudo o que tenho (ou que quero) fazer.  O tempo não me chega, este mês devia ter mais alguns dias antes do Natal. Uns dias secretos, que ninguém soubesse deles, sim porque se não lá tínhamos que ir trabalhar e  ficava tudo na mesma! Não tinham que ser dias especiais... dedicados apenas a preparar a festa de Natal!


Este ano vai ser mais fácil, arranjei uma ajudante... na minha cozinha entrou a modernidade! Sim, sim, que uma pessoa tem que se adaptar às novas tecnologias. A Bimby promete revolucionar a minha forma de cozinhar! 
A verdade é que lhe fui muito, muito, muitíssimo resistente! Até que por fim, de tanto ouvir falar dela, me entusiasmei e... comprei! Estou radiante com o seu desempenho, a facilidade e rapidez, a versatilidade e a eficiência! É verdade, estou encantada com a Bimby, pareço uma criança a explorar o seu novo brinquedo!
Sabem que mais?
Estou a cozinhar de forma mais saudável e económica.
Então e quanto ao sabor?
Alguns ajustes precisam de ser feitos, mas a avaliação até à data é muito positiva!




Ainda estou a dar os primeiros passo, a aprender o Bê-à-Bá... ou melhor o ABC, assim se chama o livro de receitas que a acompanha. Experimento receitas, umas atrás das outras e até já me começo a atrever a experimentar coisas que não estão no livro!
Não foi o caso deste bolo... a massa deste "Bolo Rei" é a receita que está no livro base, mas depois.. depois dei-lhe uma volta diferente!
Espero assim agradar aos que sempre esperam uma ou outra novidade. Bem isto de novidade... olhando com atenção, novidade não será, mas cá em casa é!
Vamos lá à receita então e não estejam para ai a resmungar, por que quem não tem  Bimby também vai poder fazer.



Bolo Rei de Maça e Frutos Secos

Ingredientes:

Bolo

450 g farinha tipo 65, mais q.b. p/ polvilhar;

70 g açúcar;
casca de 1 laranja;
casca de 1 limão;
130 g leite;
70 g manteiga, mais q.b. p/ untar;
3 gemas de ovo;
1 saqueta de fermipan (ou 25g de fermento de padeiro fresco);
20 g sumo de laranja;
40 g vinho do porto;
1 pitada de sal;
1 gema para pincelar.

Recheio


3 maças;
150 g de miolo de noz;
50 g de pinhão;
50 g de passas;
60 g de açúcar mascavado escuro;
2 colheres de sopa de manteiga;
canela q.b



Execução:

Método na Bimby


Na bimby basta seguir a receita do livro base que a acompanha, por isso não faz sentido colocar aqui uma receita que todos já têm, mas para o caso de terem "perdido" o livro, também se encontra no site da Vorwerk AQUI.

Método tradicional


Desfaça o fermento com um pouco de leite tépido.
Leve o restante leite ao lume com a manteiga, até que esta comece a derreter. 
Misture o açúcar com as rapas dos citrinos, usando as pontas dos dedos, até obter um açúcar bem aromático.  
Junte à mistura de leite e manteiga e deixe em infusão alguns minutos. 
Adicione  o sumo de laranja, o vinho do Porto e as gemas, batendo um pouco.
Peneire a farinha para uma bacia e abre ao centro uma cova, junta uma pitada de sal. 
Adicione a mistura líquida e o fermento. 
Comece a amassar até obter uma bola lisa e homogénea, com uma consistência semelhante à massa de pão, um pouco mais mole e elástica, que descola do fundo da bacia (ou bancada). Procure não juntar mais farinha, à medida que se vai amassando a consistência da massa vai mudando (pode ser amassada com um robot de cozinha).
Deixe levedar até duplicar de volume.
Volte a amassar um pouco.
Estenda a massa até obter um retângulo.


Recheio

Descasque as maças e corte-as em pequenos cubos.
Pincele  a massa com a manteiga derretida e espalhe o açúcar mascavado. Polvilhe a gosto com canela em pó.
Distribua a maça, as nozes, passas e pinhões, sobre a massa (reserve alguns frutos secos para a decoração) deixando um bordo livre para depois ao enrolar sobrepor e fechar o rolo.
Enrole como se fosse uma torta.
Pincele a zona da emenda da massa com um pouco de água para ajudar a selar.
Forme uma argola e coloque uma tigela no centro.
Usando uma faca afiada faça golpes ao redor da argola, formando fatias largas, mas sem a separar.
Pincele com a gema de ovo e decore com os frutos secos reservados.
Deixe levedar durante 1 hora.
Pré-aqueça o forno a 180º C.
Leve ao forno durante 35  a 40 minutos.
Pode cobrir com papel de alumínio para evitar que os frutos da decoração se queimem.
Verifique a cozedura antes de retirar do forno.
Deixe arrefecer sobre uma grade.


Um "Bolo Rei" diferente, com um recheio semelhante a um strudel e maça. Fresco, leve, muito saboroso. No dia seguinte continua ótimo.
Termino desejando-vos um Natal imensamente feliz, repleto de amor, paz e muita felicidade.

domingo, 29 de novembro de 2015

Tarte Tatim de Marmelo

Não tenho pressa, pelo contrário, tenho muito tempo para ti. Quero admirar a tua beleza e ter a certeza que és tudo aquilo desejo.
Não tenho pressa, quero que o tempo passe devagar, e me deixe ficar preso nesse feitiço do teu olhar.
E se te disserem que me viram passar apressado quero que saibas que é verdade, tenho sempre imensa pressa de ficar a teu lado!


Já cheira a Natal, mas ainda não me apetecem receitas natalícias. Ando a desfrutar dos encantos do outono e não tenho mesmo nenhuma pressa em apressar o tempo. 
Porém esta tarte ficaria muito bem em qualquer mesa de Natal e tenho a certeza que faria muito sucesso entre os amantes do belo marmelo!




Quem gostar da Tarte Tatim tradicional, tem mesmo que provar esta versão de marmelo! Acreditem é uma maravilha. Além disso é muito fácil de fazer.
Os marmelos como têm baixo teor de água precisam de cozer um pouco antes de irem para o forno.
Usei a tampa flor da Kochblume que permitiu uma libertação gradual do vapor, ajudando a que a redução se processasse de forma lenta, dando tempo à polpa do marmelo de ficar macia.
Vamos lá à receita...



Tarte Tatim de Marmelo


Ingredientes:


1 rolo de massa folhada;

4 marmelos médios (maduros);
150 g de açúcar;
50 g de manteiga;
60 ml de Vinho do Porto;
250 ml de água;
1 pau de canela;
3 vagens de cardamomo;
1 casca de limão.



Execução:



Lave bem os marmelos, parta-os em quartos, retire os caroços e parte mais rija.

Faça golpes ao logo dos pedaços de marmelo mas se chegar ao fundo, evitando que se separem em fatias.
Leve ao lume com a água, o açúcar, o Vinho do Porto, o pau de canela, a casca de limão e as vagens de cardamomo abertas.
Deixe cozinhar em lume muito brando até que o marmelo esteja macio e a calda reduzida a um xarope espesso.
Disponha os pedaços de marmelo numa forma e regue com todo o xarope. Cubra com a massa folhada entalando-a um pouco dos lados.
Leve ao forno a 200º C, durante 25 a 30 minutos, ou até que a massa folhada fique dourada.
Retire do forno e desenforme de seguida.
Se quiser pode pincelar com um pouco de geleia de marmelo.






Esta tarte sai sempre bem, pode ficar mais clarinha salientando-os o amarelo da casca do marmelo, basta substituir o Vinho do Porto Tawny pelo branco e cozer menos tempo.
Se preferir a versão mais escura, da cor da marmelada, neste caso tem aumentar a quantidade de água deixar e cozer durante mais tempo.
Eu optei pelo meio termo, quis que ficasse dourada.
Quem não gostar do cardamomo pode perfeitamente suprimir, eu como gosto deixo que as suas pequenas sementes de espalhem entre os gomos dos marmelos e depois ao tricar há uma explosão de sabor, é uma combinação perfeita!




Não me ocorre mais nada para dizer, julgo que não é preciso as imagems falam por si!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Compota de Maça

Ai, Outono da minha alma, inspiras a paz, inspiras a calma! Trazes contigo a nostalgia da idade serena, do tempo que passou e tantas memórias boas juntou!
Outono dos meus encantos e são eles tantos, tantos, que por mais que o desminta,  que negue o que sinto a verdade é que te quero muito. Tu és beleza pura que se revela como poema escrito na paleta do pintor, que com as tuas cores tatua a natureza de sol pôr.


Olho para ti Outono com sentimentos dúbios. Aborrece-me imenso a tua chegada que mandas o verão embora de empurrão. Apertas os dias de tal maneira que encolhem envergonhados de não poderem resistir à tua força. Ficam  pequenos, coitados, e as noites tão, tão grandes que ainda há pouco acabaram já ai estão de novo trazendo de  mão dada a geada! Deixas as manhãs frias, obrigas a fechar os pés dentro de sapatos e botas, como prisioneiros enclausurados e fazes as camadas de roupa começarem a crescer, lembrando as cebolas que ao descascar demoram o seu coração a mostrar. Não, eu não gosto de ti!


Ou então será que gosto?
Despertas  sensações incríveis, posso ver as cores do pôr do sol estampadas nas folhas das árvores, sentir o cheiro fresco da terra molhada, guardar entre as mãos o calor de uma chávena de chá fumegante, olhar com deleite o fogo a crepitar na lareira, deliciar-me sorvendo lentamente a polpa doce e macia do belo dióspiro e sucumbir ao desejo de encerrar pedacinhos coloridos e perfumados de ti dentro de frascos, nas prateleiras bem alinhados, tal soldadinhos fardados!
Outono afinal eu gosto tanto de ti! 


Raramente como um doce ou compota, imaginar a enorme quantidade de açúcar que estou a ingerir numa simples colherada rouba-me uma parte do prazer. Os doces são sempre... demasiado doces!
Porém abro uma ou outra exceção para alguns da minha eleição! Um deles, dos meus preferidos, é o de maça. Gosto de encontrar pedaços de fruta inteiros no doce ou será que lhe devo chamar compota? A definição é confusa! Costumo chamar doce aos que se trituram e compota aos que mantêm a fruta com alguns pedaços. Seja como for, queria que a maça não se desfizesse completamente e só depois de algumas tentativas consegui. 
Utilizei o descascador da Borner, desperdiçando o mínimo possível da polpa das maças. Gosto muito deste pequeno utilitário que executa várias funções, além de descascar, rala, faz cortes em V e muito mais!


Ingredientes:

2 kg de maças (Bravo e Royal Gala);
800 g de açúcar;
2 paus de canela;
2 tiras de casca de limão;
sumo de 1 limão:
1 colher de sopa de água-ardente velha (opcional).


Execução:

Descasque e descaroce  as maças, corte-as em gomos.
Coloque-as numa panela e junte o açúcar, o pau de canela, a água-ardente velha (opcional), o sumo e casca de limão. Deixe macerar um pouco até formar alguma calda.
Leve ao lume, assim que levantar fervura baixe a temperatura para o mínimo.
Ferve sempre a baixa temperatura até atingir o ponto desejado.
Procure não mexa a compota, sacuda um pouco a panela regularmente. Se lhe parecer que está a pegar deslize a colher pela lateral da panela e depois empurre-a até ao centro. Quanto menos mexer a compota mais inteira se vai manter a fruta.
Esterilize os frascos e seque-os bem.
Coloque a compota ainda quente dentro dos frascos e arrolhe bem.


Uma compota que é uma tentação! Se a Eva ainda andasse por cá iria oferecer a maça desta forma ao seu Adão!
Não faço grandes quantidades, como tenho que comprar a fruta prefiro fazer à medida da vontade e assim evitar que se acabe por estragar. Por esta razão, porque se vai comer rapidamente posso cortar bastante na quantidade de açúcar.


Vamos lá provar este docinho?